Savannah suspende trabalhos na mina do Barroso após providência cautelar
Sociedade
Através de um comunicado, a Savannah
refere que foi notificada a 09 de junho para suspender os trabalhos em Covas do
Barroso, após providência cautelar apresentada a 27 de maio pela Unidos em
Defesa de Covas do Barroso.
“Tal como antecipado, a Savannah foi hoje notificada pelo Tribunal
Administrativo e Fiscal de Mirandela de uma ordem de suspensão temporária dos
trabalhos de Geotecnia que temos vindo a desenvolver, na sequência da receção
de uma providência cautelar”.
Segundo a empresa, a notificação
“foi entregue hoje” [09 de junho] e, no seu entender, “tem efeitos apenas a
partir de hoje “, o que “comprova o caráter ilegal do bloqueio feito na semana
passada aos trabalhos”, criticando os promotores da ação.
“A Savannah lamenta mais uma
tentativa por parte da direção do Baldio de Covas do Barroso e da UDCB [Unidos
em Defesa de Covas do Barroso] de atrasar o processo de desenvolvimento do
Projeto Lítio do Barroso, sendo esta a terceira vez que submetem providências
cautelares aos tribunais”, acrescenta.
A empresa britânica explica que concordam
com a Ministra do Ambiente e da Energia após referir que “o verdadeiro “flagelo
no que toca à demora dos projetos são as providências cautelares e não os
processos de licenciamento, que são rigorosos e têm tempo limite”, indicam
ainda na mesma nota.
A Savannah admite que irá aguardar
pelo desenvolvimento do processo da providência cautelar e que só retomará os trabalhos
“assim que tenha confirmação para o fazer pelas autoridades competentes, tal
como aconteceu no ano passado, em 2025”, terminam por dizer.
A mina do Barroso obteve uma
Declaração de Impacte Ambiental (DIA) condicionada em 2023, e a Savannah prevê
iniciar a produção em 2028. O projeto continua a ser contestado por várias
associações, população, ambientalistas e autarcas.
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