Chaves lembra territórios que estão em guerra através de uma vigília
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Sob o lema “a indiferença também
mata, não fiques em casa”, participaram na vigília “mais de 50 pessoas”, entre
residentes locais e participantes vindos de cidades como Porto, Póvoa de Varzim
e Verín, em Espanha. A ação contou ainda com a presença de imigrantes
ucranianos residentes em Chaves, disse Paula Chaves, promotora desta ação que procurou
consciencializar a comunidade para “a guerra e o genocídio” na Palestina, mas
também para outras populações afetadas por conflitos armados em vários pontos
do mundo.
“Ontem lembramos Gaza, lembramos a Palestina, mas também lembramos
todos os que vivem em Territórios que estão em guerra e onde as populações civis
são quem paga o preço dessas guerras”, apontou Paula Chaves.
Junto ao jardim das freiras, como
é vulgarmente conhecido, o grupo permaneceu nesta praça num movimento de
solidariedade. “Uma vigília que se faça
pela Palestina é sempre uma vigília que se faz pela humanidade”, afirmou.
Durante a vigília, os
participantes exibiram cartazes com mensagens de paz e colocaram vários pares
de sapatos no chão, formando simbolicamente um memorial às vítimas dos
conflitos. “Levamos também de forma
simbólica vários sapatos, onde fizemos o símbolo da paz com sapatos, criando
aqui uma espécie de memorial às vítimas”, explicou Paula Chaves.
A promotora referiu que a
iniciativa assinalou um ano desde a primeira vigília realizada em Chaves,
organizada após a proibição da entrada de ajuda humanitária em Gaza. “Passado um ano, é de facto pertinente que
ainda se continuem a fazer [vigílias] e que se façam cada vez mais no sentido
também de pressionar quer a comunidade internacional, quer a comunidade local”,
admitiu.
Durante o encontro foram também
recordados outros cenários de conflito e repressão, nomeadamente na Ucrânia,
Irão, Cuba e Venezuela.
Ao Canal Alto Tâmega, Paula
Chaves relatou ainda o testemunho de uma participante ucraniana presente na
vigília. “Uma das pessoas ucranianas que
lá estavam dizia-me: ‘Paula, a minha irmã, que ainda vive na Ucrânia com os
filhos, eles dormem todas as noites vestidos’”, contou.
A organização prevê promover
novas ações de sensibilização nos próximos meses, incluindo uma sessão com um
cidadão português que participou em missões humanitárias.
Sara Esteves
Fotos: DR
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