GNR alerta para burlas no arrendamento de casas de férias e destaca estabilidade em Vila Real
Sociedade
Em comunicado, a autoridade
refere que, apesar de uma ligeira redução global de 5% face às 762 ocorrências
registadas em 2024, “o fenómeno permanece disperso por todo o território, com
especial incidência em zonas turísticas e grandes centros urbanos”, lê-se numa
nota enviada.
Entre os distritos com maior
número de casos, Faro lidera com 153 crimes (cerca de 21% do total nacional),
seguido de Setúbal (91), Lisboa (86) e dos distritos de Braga e Porto, ambos
com 72 ocorrências.
No entanto, nem todas as regiões
registaram aumentos, como é o caso de Vila Real, onde o número de ocorrências
se manteve inalterado, com cinco casos registados em 2024 e 2025.
Esta autoridade sublinha, ainda
assim, o aumento significativo deste tipo de crime em distritos do interior e
do Norte, como Portalegre (+150%), Viana do Castelo (+89%), Leiria (+78%) e
Castelo Branco (+75%), evidenciando “uma
diversificação das áreas de atuação dos burlões”.
De acordo com a GNR, o esquema
mais comum passa pela utilização de fotografias de imóveis reais para criar
anúncios falsos com preços abaixo do mercado, com o objetivo de atrair vítimas
e levá-las a efetuar pagamentos antecipados.
“O objetivo é atrair as vítimas pela vantagem económica e,
posteriormente, exercer pressão psicológica através do argumento de ‘elevada
procura’”, refere a GNR no mesmo comunicado. A Guarda Nacional Republicana
realça que muitas vítimas só se apercebem da burla meses depois.
A força de segurança reforça que “a prevenção é a melhor ferramenta contra
este crime” e recomenda cautela antes de qualquer pagamento. A GNR aconselha
os cidadãos a desconfiarem de preços “demasiado baixos”, a visitarem os imóveis
presencialmente e a verificarem a identidade dos anunciantes.
Sara Esteves
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