ULS Trás-os-Montes e Alto Douro nega acusações do Sindicato sobre horas extraordinárias e progressões na carreira médica

A Unidade Local de Saúde de Trás-os-Montes e Alto Douro (ULSTMAD) negou a existência de horas extraordinárias por regularizar e de problemas nas progressões da carreira médica, rejeitando as acusações feitas pelo Sindicato dos Médicos do Norte (SMN) após declarações divulgadas no início da semana.

O Sindicato dos Médicos do Norte apontou várias situações na ULSTMAD que considera problemáticas, incluindo a “intenção de obrigar os médicos a prestar trabalho fora do concelho da instituição onde estão colocados”, contratos “onde o local de trabalho não se encontra devidamente definido”, a “recusa da aplicação do regime de dedicação plena a alguns médicos” e a existência de “trabalho suplementar não pago”.

O sindicato refere ainda, numa nota enviada, a falta de avaliação do desempenho dos médicos, tanto em contexto hospitalar como em alguns Cuidados de Saúde Primários, o que “impede a progressão horizontal na carreira médica”. Segundo o SMN, estas práticas contribuem para a dificuldade em fixar médicos na região e afetam diretamente o acesso da população aos cuidados de saúde.

De acordo com o sindicato, doentes com patologias cardíacas “continuam a ser encaminhados para hospitais do litoral para procedimentos que poderiam ser realizados localmente, e persistem carências significativas ao nível dos Cuidados de Saúde Primários: mais de 16 mil utentes permanecem sem médico de família numa área que abrange cerca de 20 concelhos”, lê-se na mesma nota.

Em resposta, a Unidade Local de Saúde de Trás-os-Montes e Alto Douro rejeitou as acusações e garantiu que “não existe qualquer situação de horas extraordinárias por regularizar, nem matéria pendente relativa a progressões nas carreiras médicas, nos termos que têm vindo a ser divulgados”, lê-se numa nota de esclarecimento publicada pela ULSTMAD nas redes sociais.

 

Sara Esteves

Foto: DR


13/03/2026

Sociedade