ULS Trás-os-Montes e Alto Douro nega acusações do Sindicato sobre horas extraordinárias e progressões na carreira médica
Sociedade
O Sindicato dos Médicos do Norte
apontou várias situações na ULSTMAD que considera problemáticas, incluindo a “intenção de obrigar os médicos a prestar
trabalho fora do concelho da instituição onde estão colocados”, contratos “onde o local de trabalho não se encontra
devidamente definido”, a “recusa da
aplicação do regime de dedicação plena a alguns médicos” e a existência de
“trabalho suplementar não pago”.
O sindicato refere ainda, numa
nota enviada, a falta de avaliação do desempenho dos médicos, tanto em contexto
hospitalar como em alguns Cuidados de Saúde Primários, o que “impede a progressão horizontal na carreira
médica”. Segundo o SMN, estas práticas contribuem para a dificuldade em
fixar médicos na região e afetam diretamente o acesso da população aos cuidados
de saúde.
De acordo com o sindicato, doentes
com patologias cardíacas “continuam a ser
encaminhados para hospitais do litoral para procedimentos que poderiam ser
realizados localmente, e persistem carências significativas ao nível dos
Cuidados de Saúde Primários: mais de 16 mil utentes permanecem sem médico de
família numa área que abrange cerca de 20 concelhos”, lê-se na mesma nota.
Em resposta, a Unidade Local de
Saúde de Trás-os-Montes e Alto Douro rejeitou as acusações e garantiu que “não existe qualquer situação de horas
extraordinárias por regularizar, nem matéria pendente relativa a progressões
nas carreiras médicas, nos termos que têm vindo a ser divulgados”, lê-se
numa nota de esclarecimento publicada pela ULSTMAD nas redes sociais.
Sara Esteves
Foto: DR
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